EDUCAÇÃO, RAÇA E PARTO
REFLEXÕES INTERSECCIONAIS SOBRE O CURRÍCULO MÉDICO E A DESUMANIZAÇÃO DA MATERNIDADE DE MULHERES NEGRAS1
DOI:
https://doi.org/10.14295/revistadaesmesc.2026e553Palavras-chave:
Colonização; educação antirracista; formação médica; maternidade; racismo obstétrico.Resumo
O objetivo do estudo é compreender como as dinâmicas históricas da colonização e a omissão de uma educação antirracista na formação acadêmica ecoam nas relações contemporâneas vivenciadas pelas mulheres negras em suas maternidades. Para tanto, explora-se a construção histórica do racismo na colonização e sua persistência na atualidade, evidenciada na falta de acesso adequado à saúde materna e nos altos índices de mortalidade e violência obstétrica entre mulheres negras. Problematiza-se em que medida a herança colonial nos currículos e nas práticas pedagógicas da área da saúde contribui para a objetificação do corpo da mulher negra. A narrativa desvela que a violência obstétrica é gestada em uma cultura médica dominante que negligencia a interseccionalidade. Enfatiza-se a necessidade de reformas curriculares e abordagens críticas transformadoras no campo educacional para promover a equidade e a justiça reprodutiva.
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