EDUCAÇÃO, RAÇA E PARTO

REFLEXÕES INTERSECCIONAIS SOBRE O CURRÍCULO MÉDICO E A DESUMANIZAÇÃO DA MATERNIDADE DE MULHERES NEGRAS1

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14295/revistadaesmesc.2026e553

Palavras-chave:

Colonização; educação antirracista; formação médica; maternidade; racismo obstétrico.

Resumo

O objetivo do estudo é compreender como as dinâmicas históricas da colonização e a omissão de uma educação antirracista na formação acadêmica ecoam nas relações contemporâneas vivenciadas pelas mulheres negras em suas maternidades. Para tanto, explora-se a construção histórica do racismo na colonização e sua persistência na atualidade, evidenciada na falta de acesso adequado à saúde materna e nos altos índices de mortalidade e violência obstétrica entre mulheres negras. Problematiza-se em que medida a herança colonial nos currículos e nas práticas pedagógicas da área da saúde contribui para a objetificação do corpo da mulher negra. A narrativa desvela que a violência obstétrica é gestada em uma cultura médica dominante que negligencia a interseccionalidade. Enfatiza-se a necessidade de reformas curriculares e abordagens críticas transformadoras no campo educacional para promover a equidade e a justiça reprodutiva.

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Biografia do Autor

Magali Gláucia Fávaro de Oliveira, Faculdade de Direito de Vitória - FDV

Doutoranda –Faculdade de Direito de Vitória (FDV)/Programa de Pós-Graduação em Direitos e Garantias Fundamentais, Vitória/ES.

Elda Coelho de Azevedo Bussinguer, Faculdade de Direito de Vitória - FDV

Livre-docente pela Universidade do Rio de Janeiro (UniRio). Doutora em Bioética pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV). Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Faculdade de Direito de Vitória (FDV). Editora da Revista Direitos e Garantias Fundamentais (QUALIS A1). Consultora ad hoc da CAPES/MEC, para a área do Direito. Presidenta da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) nos biênios 2021 –2023 e 2023 –2025. Pesquisadora do CNPq.

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Publicado

2026-09-15